A cada Tic-Tac
O toque
Que já não tenho
A trama
Que já não sonha
E sequer me mantém acordada
A mente percorre veloz
Ansiando se saciar
Neste corpo que estagnado
Cada vez mais descrente
De lado
Nem ao menos um suspirar
Quem dirá me virar
Do avesso
Um apreço, um aperto
Confesso
Que já me falta
Uma mão farta
Um olhar suplicante
Um beijo ofegante
Um amante de fato
Não há dedos
A deslizar
Em meu quadril
Dentes serrados
Na pele
Que expele calor
E lábios
Que nunca mais
Encontraram-me a nuca
Esse amor...
Que transformado em furor
Já não sinto
E sequer minto
Que me começa
A bater saudade
Ai que maldade!
MZ - 27.12.2012



















