sábado, 4 de agosto de 2012

AS FADAS LHE CONTO



E eu
Que acreditei ser tão fulgaz?
E eu
Que até pensei ser algo mais?

Me foi primeiro.
Veio certeiro.
Fez-me braseiro.
Para se fazer faceiro.

Tão ruim
Compreender este fim.
Se em seus olhos só vejo
Que queres estopim.
(Pelejo)

Vivendo de subterfúgios.
Fugindo de tudo que sente.
Mascarando que sou seu refúgio.
Fingindo que crê ser descrente.

Lhe vejo assim tão menino.
Tão bobo, indeciso, desprotegido.
Parece que fui a primeira
A nunca ter lhe ferido.

E é tanta dor que sequer consigo
Sentir doer mais nada.
Amor tentando virar amigo
E se torna conto de fada.

Já não existe mais!

Mônia Zimmermann - 03/08/2012

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