Não acredito que possa
Voltar a acreditar
Hibernante este ser
Sequer consegue sonhar
Acorda em riachos.
Se porventura secasse!
Apenas corre, escorre...
"-Se escore em mim!"
Não pode!
Não mais nasce!
Anseie um toque, menina!
Deseje um beijo, mulher!
Ao menos sem rosto
Para que o desgosto não a leve
Ah, coração exposto
Em seu posto de pedra
Estatueta em pedaços
Cada caco, outrem
Não convém remendar
Linche este ser ao lixo
Seja morada, não estadia
Não há o que ser reciclado
Aceite teu fardo
Mesmo singular,
todo ser
Está à mercê
de ser trocado
E assim, se iguala!
MZ - 16/08/2012

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