SEMtir
Sinto fazer por onde
Sinto não ir mais longe
Sinto que até minto
Que a curva da face já não se turva
Em sintonia do tempo
Que chove em ponteiros aflitos
Um gotejar sufocante faminto de um fim
Que nunca consinto extinguir
Nesse vertiginoso labirinto pútrido
Nutrido âmago amargurado
Desassossegado pressinto
Que quanto mais me amar(go)
Exaurido me perco... e não findo
Consinto, contudo, com o constante consumo
Em ser reles insumo não mais relutante
Desse cinto de cimento edificado
Asfixia no mais apertado encaixe
E sinto muito se muito sinto
Pois sinto o mundo...
...Mas não me sinto!
Mônia Zimmermann - 28/10/2018
...Mas não me sinto!
Mônia Zimmermann - 28/10/2018
