Mundo doente
De mentes que mentem
E medem corações
Dementes
Enxergam em seus próprios umbigos
O que já vem de cordões umbilicais
Apenas o que lhes faz sentido
Nada mais
São fatais para outrem
"Que importa?
Se minha horta me sustenta
E minha aorta anestesiada
Assim se mantém"
Ensandecida
E se encasulam
E perambulam
Soltos em suas prisões
Solitários em multidões
Em sangues quentes
E orgasmos frios
Sentimentos indecentes
Já nem se encabulam
Em cabular relacionamentos
Ferir inocências
Proferir dor
Denegrir amor
Sentir sabor
E não suor
Até que papilas e pupilas
Implorarão algo mais
E ansiando diferenças
Encontrarão apenas
Outros seres centimentrais
Os iguais também se atraem, afinal
Quando ninguém mais
Tenta ser oposto!
Mônia Zimmermann - 08.11.2012

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