Um canto que meu
A solidão prometeu
Neste tempo revel
Me és tão cruel
Meu fardo indelicado
Então me afasto
Mesmo que inerente
Presente de mim
Em mim
Por fim!
E se ignorada
Sou ermo
A esmo de sentidos
Me faço deserto
Que a todo luar anseia
Ser algo diferente
Crente que podes
Tolice!
Visto que o sol renasce
E o único calor
É sequidão persistente
Eis que sou cru
Quanto mais cruéis...
Mônia Zimmermann - 28.08.2012








