Quando lhe dou meu coração
Me queres quadril
E se me dou por fração
Em seu jeito febril
Queres que seja eu, inteira
Ah que besteira!
Se apenas me queres poesia
Quando tudo tardia
E já eu, pedra feita
Nem vulcão, nem fogueira
Me beija os olhos
Quando lhe quero dentes
Planta-me do sentimento, semente
Quando sequer queres regar
Sequidão em galhos!
Se quero teu peito
Feito refúgio, travesseiro
Já não causo este efeito
Visto que me queres braseiro
Sou rua
Quando me queres céu
Sou sua
E sequer importa o que sou
Sou lua quando
me queres sol
Sou nua
E sequer me dá seu sim!
Mônia Zimmermann - 07/08/2012

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