sábado, 3 de dezembro de 2011

Por Helena

Em pensar
que demais pensei.
E lembrar
de me esquecer.
Pois sonhar
não é sofrer.
Me entregar
a quem merecer.

Quem dirá?
Simples assim.
Ai de mim
mera mortal,
ser normal
afogada em receios.
E jogada ao meio
de esperanças e desilusões.

Busco a paz
que tanto sonhei.
Toquei,
beijei,
matei!

Mataram-me!
De carinhos
e afagos,
e dengos,
presentes
da Grécia Antiga.

Rumo ao coração de Roma
agora arrebentado.
E as ruínas deixadas
são runas
à serem desvendadas.

Pobre de ti
meu desejado escavador!

Mônia Zimmermann - 02/12/2011

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