sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Íncubus

Esta noite me encontres.
Calor de seu toque.
Me afague;
me tome;
me dome;
me acabe.

Que arranhe a cama
e arranhe à cama.
Arranque da trama
qualquer pureza que inda reste.

Faça-me de ti
sentir.
Calar tua boca
à minha.
Colar teu quadril...
Calor!

Silêncio inexistente.
Inebriante desejo.
Desenhando com corpos
mares de prazer.

Para ser
selvagem em sí
em tí
enfim.

Murmuros, suspiros, orgasmos, gemidos...

Embaraçando-me em seus braços.
Serpenteando por sua pele.
Perdendo a razão.
Encontrando a loucura.

E a fissura por ti
não me permite
deixar-te partir.


Sejas nu,
plenamente meu.

E que eu durma eternamente!

Mônia Zimmermann 02/12/2011

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