terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Obra que sobra
Juro que tento
compreender, em vão.
Por que tanto egoísmo
interesse
desdém...
Me espanto!
E se choro.
E se sofro.
É porque sinto.
Porque a dor
é a melhor inspiração.
Isso é ser romântico!
E se um dia já Lee,
poucos são
desta espécie em extinção.
Aguçado
em angústias
sou sim
um ser sensível
inconstante
indivisível
instigante
irreversível
e a cada instante,
mais invisível.
E se são mãos e braços
faltam os beijos e abraços.
Falta a falta do que sou
Falta me enxergar além do operário.
Pois o que sou
além de mão de obra?
Além de um nome a sujar?
Além de empréstimos?
Além de ouvidos e ombros?
Sou um ser
em busca de ser
desejado pelo que é,
não pelo que tem a oferecer!
Mônia Zimmermann - 06/12/2011
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